quinta-feira, 20 de junho de 2013



Reflexão sobre a vida nos dias de hoje no Brasil

Com os últimos acontecimentos, apesar de já ter uma noção, resolvi anotar motivos os quais acho que a população tem para se revoltar com os governantes do

país. Vejamos:

O estudante não tem um ensino de qualidade, pois o transporte publico é precário, escasso e ineficaz; Dai leva mais tempo pra chegar a escola e lá se vão alguns minutos (em alguns casos horas) preciosos do dia.

Chegando à escola, se deparam com uma estrutura desconfortável, pra ser bem gentil com a questão, além de ter que se relacionar com professores desmotivados pois seu salário é ridiculamente baixo e via de regra acaba muito antes do mês terminar.

Talvez se o custo de vida no Brasil não fosse tão elevado devido aos altos impostos e a ganância dos Empresários em obter o maior lucro possível mesmo às custas de seus funcionários, o salário do professor e tantos outros brasileiros assalariados não terminasse antes do mês.

E por falar em empresários, estes por sua vez, principalmente os pequenos, não tem motivos para festejar pois a carga tributária e a burocracia no país é tamanha que muitos preferem correr o risco de serem pegos e multados a legalizar seu negócio e serem multados/penalizados da mesma forma por não cumprirem a risca as mil e uma leis fiscais que rejem o setor.

Seguindo a diante, os poucos que se mantém legais não conseguem/querem pagar um salário digno a seus funcionários pois desta forma não sobraria lucro(?) ao final de tudo que justifique o seu negócio. Se valem da máxima "não quer, dê a vaga para o próximo" para manter sob "chicote" os trabalhadores de seu empreendimento.


Recentemente uma pesquisa independente foi feita e pasmem, a real taxa de desemprego no país está em torno de 25% da população ativa a despeito dos 5.8% divulgado pelo governo.

25% de pessoas num país que cresce a taxa de 20 milhões de habitantes por década não é pouca coisa.

Essa turma tem que se virar "informalmente". Talvez por isso digam que o Brasil é o país dos empreendedores. rsrsrs.

Dessa fatia da população, a quase totalidade depende de serviços públicos de saúde, educação e segurança e como todos sabemos não são atendidos a contento, fato que pode ser comprovado sem grande esforço ao olharmos as filas nos hospitais, postos de saúde, baixo número de vagas em escolas e creches e efetivo/estrutura incompatível em todas essas áreas (saúde, educação e segurança) com o tamanho da população.

Infelizmente, nem todos esses 25% de desempregados conseguem sobreviver de forma honesta e vêem na criminalidade a útlima esperança de vida. Claro que sabemos todos que temos bandidos com a criminalidade entranhada no DNA, inclusive empregados - caso dos políticos.

Políticos estes que nos roubam diariamente ao aprovarem em benefício próprio leis, MPs, PECs ou seja lá qual for a sigla que usem para tornar legal o crime que cometem contra a população, inclusive tem essa tal de PEC 37 que pelo pouco que li vai definitivamente limitar o poder de fiscalização do Estado para que em seguida possam "roubar-nos" sem serem penalizados, vejam só.

E não para por ai. A estratégia deles para distrair a grande massa é bem conhecida por uns mas eficaz contra a grande maioria. "De ao povo um motivo para se divertir e ele esquece dos problemas que temos". Sim, a copa do mundo e das confederações é um exemplo claríssimo dessa tática. Sabendo do grande apreço dos brasileiros pelo futebol, viram ali uma grande oportunidade de engordarem seus bolsos, cuecas e contas em paraísos fiscais via superfaturamento das obras.

Um ex-idolo da população disse a um ou dois dias atrás que "não se faz copa com hospitais... vocês tem que escolher o que querem..."

Pois eu escolho hospitais. Não faço questão de ver 2 dúzias de homens correndo atrás de uma bola por 90 minutos a troco de ver milhares se não milhões de pessoas morrendo em corredores de hospitais, com todo respeito aos profissionais do futebol, cujos salários de uns poucos é pornográfico com o perdão da palavra.

Se alguém se interessar em história, verá que a revolução francesa começou justamente pelo preço do pão. Sim, o tão famoso "pãozinho francês" que comemos todo dia e, diga-se de passagem, está caríssimo.

Se lá, por conta do preço do pão mudaram o rumo da história do país, porque aqui não podemos, por conta do preço da passagem de ônibus, mudar a nossa história?

Isso já aconteceu uma vez quando do impeachment do ex presidente, atual senador, Fernando Collor de Mello, e também a um pouco mais de tempo atrás no movimento "diretas já".

Talvez seja este o momento de o gigante levantar do berço esplêndido para mais uma vez mudar-mos o rumo da história em busca de um futuro melhor.

Não se trata de destruir o que já está feito, mas de "cortar o mal pela raiz".

Não podemos perder esta chance. É agora ou nunca. #vemprarua